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‘Sem produtor não há colheita e sem colheita não há alimento’, afirma presidente da Aprosoja TO


Reprodução Canal Rural

A Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26 foi realizada nesta sexta-feira (30). Estão reunidos cerca de 1.500 produtores rurais, autoridades e representantes do setor na Fazenda Alto da Serra, em Porto Nacional (TO). O evento marca, de forma simbólica, o início da colheita da principal cultura agrícola do país.

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Os anfitriões do do evento, do Grupo Wink, foram ao palco o produtor rural Renato Schneider, acompanhado de toda a família, em um momento que destacou a importância da sucessão familiar no campo. A propriedade tem a agricultura como foco principal, com produção de soja, milho, sorgo e gergelim, além da pecuária de corte e genética. O manejo inclui ações de monitoramento de pragas, reforçando o cuidado com a produtividade e a sustentabilidade.

A programação também contou com a participação de crianças da escola rural, dentro da iniciativa “Se Liga na Fazenda”, aproximando o agronegócio das novas gerações. Com o tema “Onde a soja cresce, a transformação acontece”, a abertura reforçou o papel social e econômico da atividade rural.

Durante sua fala, Renato Schneider destacou os desafios enfrentados pelo produtor. “Precisamos de um pouco mais de valorização, mas o agro precisa continuar pujante do jeito que é”, afirmou.

Ao abordar as expectativas para a safra, Renato Schneider Jr. ressaltou as dificuldades climáticas ao longo do ciclo. Segundo ele, a escassez de chuvas foi um fator de atenção, mas, ainda assim, a expectativa é de boa produtividade neste ano.

Soja como motor do desenvolvimento

Autoridades e lideranças destacaram a relevância da soja para o estado do Tocantins, onde a cultura se consolidou como um verdadeiro divisor de águas, tornando-se o carro-chefe da produção agrícola e um pilar do desenvolvimento regional, com apoio de entidades como a Aprosoja.

O prefeito de Porto Nacional, Ronivon, reforçou o impacto positivo do agronegócio na economia local. Já o secretário de Agricultura do município, Fernando Roberto Windlin, chamou atenção para os desafios da logística, fundamental para garantir competitividade e escoamento da produção.

Durante os debates, foi ressaltado que é difícil imaginar a dinâmica econômica da região sem Porto Nacional e sem a soja, cultura que estrutura cadeias produtivas e transforma realidades, inclusive fora das áreas diretamente plantadas.

Custos elevados e pedido por respeito ao produtor

A presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Schneider, destacou que, mesmo diante de um cenário adverso, é fundamental mostrar à sociedade o que significa produzir no estado. ”A safra 2025/26 deve alcançar cerca de um milhão quinhentos e oitenta mil hectares de soja, com produção estimada em 6 milhões de toneladas, mas os números, sozinhos, não refletem a realidade do campo”, apontou.

Ela também reforçou o compromisso ambiental do setor. “O Brasil preserva. No Tocantins, o Cerrado está dentro das nossas fazendas”, disse, destacando que o produtor rural não pode ser tratado como vilão. “Nós queremos transformar realidades, mas precisamos que as contas fechem. O produtor não pede privilégio, pede segurança jurídica, fiscal e respeito.”

Schneider lembrou do papel estratégico do produtor rural para o país. “Sem produtor não há colheita, sem colheita não há alimento e, sem alimento, não há país”, afirmou, defendendo mais reconhecimento, segurança jurídica e condições econômicas viáveis para quem produz e preserva no campo.

Expectativas para a safra e fortalecimento do agro

O presidente da Aprosoja Brasil, Mauricio Buffon, destacou a expectativa de mais uma grande safra, com produção nacional próxima de 180 milhões de toneladas. Em sua fala, Buffon agradeceu à família Schneider pela forma como conduz a atividade agrícola e reconheceu o trabalho da senadora Tereza Cristina em defesa do setor.

Ele também agradeceu às autoridades presentes, ao prefeito de Porto Nacional e à parceria com o Canal Rural, ressaltando que a transformação promovida pela agricultura é visível. “Mesmo quem não planta soja tem a vida impactada. A agricultura é um grande divisor”, afirmou.

Buffon lembrou ainda o trabalho das Aprosojas estaduais, presentes em dez estados, e pediu uma salva de palmas aos produtores rurais, destacando a importância das políticas agrícolas para o país. “Hoje é o dia do produtor rural”, ressaltou.

Comunicação e protagonismo no campo

Representando o Canal Rural, Julio Cargnino agradeceu ao público que acompanha o evento pelas diferentes plataformas e à família anfitriã. Ele destacou o protagonismo feminino no campo e lembrou que o Tocantins reúne cerca de 2 mil produtores de soja.

Ao encerrar sua fala, Cargnino ressaltou que o fortalecimento dessas parcerias é essencial para aproximar o campo da sociedade e ampliar o entendimento sobre a realidade da produção agropecuária no país. Ele também lembrou que o projeto Soja Brasil completa 15 temporadas, enquanto o Canal Rural celebra 30 anos, marcos que reforçam o papel da comunicação na valorização do produtor rural e na conexão entre o agro e a sociedade.

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