Em meio à lentidão nos negócios, saiba como as cotações de soja ficaram hoje

O mercado brasileiro de soja teve mais um dia de negócios lentos nesta terça-feira (27), com recuos de preços na maior parte das praças. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o movimento foi puxado, principalmente, pela forte queda do dólar ao longo do dia.
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Segundo ele, a Bolsa de Chicago chegou a registrar alta, mas sem força relevante, enquanto os prêmios apresentaram melhora bastante limitada. Silveira destaca que o produtor segue totalmente fora do mercado, com pedidos muito acima do que os compradores estão dispostos a pagar neste momento. “Não houve comercialização firme rodando no dia”, afirma.
No mercado brasileiro de soja, os preços ficaram da seguinte forma:
- Passo Fundo (RS): caiu de R$ 126,00 para R$ 125,00
- Santa Rosa (RS): caiu de R$ 127,00 para R$ 126,00
- Cascavel (PR): caiu de R$ 119,00 para R$ 117,00
- Rondonópolis (MT): caiu de R$ 110,00 para R$ 108,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 111,00
- Rio Verde (GO): caiu de R$ 110,00 para R$ 109,00
- Paranaguá (PR): caiu de R$ 128,00 para R$ 126,50
- Rio Grande (RS): manteve em R$ 128,00
Soja em Chicago
No mercado internacional, os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Apesar da pressão exercida pelo avanço da colheita recorde no Brasil, o desempenho positivo de outros mercados deu sustentação às cotações.
O petróleo registrou forte valorização e o dólar caiu de forma expressiva frente a outras moedas, favorecendo as commodities agrícolas norte-americanas.
Clima na Argentina
O mercado também acompanha de perto as condições climáticas na Argentina. Segundo a Safras News Latam, o relatório semanal da Oficina de Risco Agropecuário (ORA) aponta que regiões produtoras de soja precoce seguem enfrentando restrições hídricas, especialmente em áreas do centro e sul de Córdoba, Santa Fé, Entre Ríos e Buenos Aires, com solos variando entre condições adequadas e escassas e presença de focos de seca.
Enquanto La Pampa e o oeste de Buenos Aires tiveram melhora nas condições devido a chuvas mais intensas, o norte de Córdoba, o centro de Santa Fé e o norte de Entre Ríos voltaram a registrar redução das reservas hídricas, mantendo um cenário irregular para o desenvolvimento da cultura.
China em jogo
No cenário da demanda, a China deve ampliar as importações de soja no Brasil no primeiro semestre e 2026, impulsionada pela produção recorde e preços mais competitivos. De acordo com a Reuters, processadores privados chineses já estão fechando contratos para embarques de soja brasileira a partir de fevereiro, acompanhando o avanço da colheita.
Contratos futuros de soja
Na CBOT, os contratos da soja em grão com entrega em março encerraram o dia com alta de 5,50 centavos de dólar, ou 0,51%, a US$ 10,67 1/4 por bushel. A posição maio foi cotada a US$ 10,79 1/2 por bushel, também com ganho de 5,50 centavos, ou 0,51%.
Entre os subprodutos, o farelo de soja para março fechou com baixa de US$ 0,30, ou -0,10%, a US$ 294,00 por tonelada. Já o óleo de soja, com vencimento em março, encerrou a sessão a 54,41 centavos de dólar, com alta de 0,52 centavo, ou 0,96%.
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial fechou em queda de 1,38%, negociado a R$ 5,2067 para venda e R$ 5,2047 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1986 e a máxima de R$ 5,2776.
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