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Preços dos alimentos voltam a subir, mas IPCA-15 desacelera em janeiro e fica em 0,20%


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Foto: Agência IBGE Notícias

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) ficou em 0,20% em janeiro, segundo o IBGE. O resultado representa uma desaceleração de 0,05 ponto percentual em relação a dezembro, quando o índice havia registrado alta de 0,25%.

Com o resultado, o IPCA-15 acumula alta de 4,50% nos últimos 12 meses, ante 4,41% observados no período imediatamente anterior. Em janeiro de 2025, a variação havia sido de 0,11%.

Habitação e transportes ajudam a conter a inflação

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, Habitação (-0,26%) e Transportes (-0,13%) registraram queda em janeiro e ajudaram a conter o avanço do índice.
Os demais grupos apresentaram variações entre 0,05% em Educação e 0,81% em Saúde e cuidados pessoais, que teve o maior impacto no mês.

Saúde e comunicação lideram as altas

O grupo Saúde e cuidados pessoais apresentou a maior variação (0,81%) e o maior impacto no índice (0,11 p.p.), após recuo em dezembro. O avanço foi puxado pelos artigos de higiene pessoal, que subiram 1,38%, e pelos planos de saúde, com alta de 0,49%.

Em seguida, o grupo Comunicação registrou alta de 0,73%, influenciado principalmente pelo aumento de 2,57% nos preços de aparelhos telefônicos.

Alimentação volta a subir após sete meses de queda

O grupo Alimentação e bebidas, de maior peso no índice, acelerou de 0,13% em dezembro para 0,31% em janeiro. A alimentação no domicílio interrompeu uma sequência de sete meses de queda e subiu 0,21%.

Contribuíram para esse movimento as altas do tomate (16,28%), da batata-inglesa (12,74%), das frutas (1,65%) e das carnes (1,32%). Em sentido oposto, recuaram os preços do leite longa vida (-7,93%), do arroz (-2,02%) e do café moído (-1,22%).

Já a alimentação fora do domicílio avançou 0,56%, com aumento nos preços do lanche (0,77%) e da refeição (0,44%).

Passagens aéreas e energia elétrica puxam quedas

No grupo Transportes, a queda de 0,13% foi influenciada principalmente pelo recuo de 8,92% nas passagens aéreas e pela redução nos preços do ônibus urbano (-2,79%), refletindo a adoção de tarifa zero aos domingos e feriados em algumas capitais.

Em Habitação, a retração de 0,26% foi puxada pela queda de 2,91% na energia elétrica residencial, maior impacto negativo do mês. A redução reflete a mudança da bandeira tarifária amarela para verde, sem cobrança adicional ao consumidor.

Combustíveis sobem em janeiro

Entre as altas, os combustíveis registraram aumento de 1,25%, com destaque para o etanol (3,59%) e a gasolina (1,01%).

Recife tem maior alta; São Paulo registra queda

Entre as regiões pesquisadas, Recife apresentou a maior variação em janeiro (0,64%), influenciada pelas altas da gasolina e dos itens de higiene pessoal.
Já São Paulo registrou o menor resultado (-0,04%), puxado pelas quedas no leite longa vida e na energia elétrica residencial.

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados entre 13 de dezembro de 2025 e 14 de janeiro de 2026, e comparados com os valores vigentes de 14 de novembro a 12 de dezembro de 2025. O indicador abrange famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos.

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