Fiscais apreendem carga com 1,4 mil embalagens de defensivos falsificados

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) apreendeu 1.409 embalagens irregulares de defensivos agrícolas, na última sexta-feira (16), no município de Catalão, em Goiás.
A ação ocorreu após a Companhia de Policiamento Especializado da Polícia Militar (CPE/PMGO) abordar um caminhão que transportava os produtos pela na BR-050 sem documentação fiscal e sanitária adequada.
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Os policiais acionaram a Unidade Regional Rio Corumbá da Agrodefesa para inspeção da carga. O conteúdo das embalagens, apresentado como defensivo, somou 2.885 litros.
Irregularidades encontradas
No local, a equipe formada por agentes e fiscais da Agrodefesa realizou a inspeção dos produtos e constatou diversas irregularidades. O caminhão transportava 369 embalagens de cinco litros e 1.040 embalagens de um litro, todas cheias, porém com sinais evidentes de uso anterior, como desgaste e sujeira.
Também foi observada grande diversidade de modelos de embalagens, com diferenças significativas quanto a formato, tampas, lacres, características gerais e padrões visuais. Os rótulos apresentavam divergências relevantes quanto à classificação toxicológica, apesar de indicarem se tratar do mesmo produto e do mesmo fabricante.
Foi constatado ainda que todas as embalagens possuíam etiquetas adesivas coladas manualmente com data de fabricação, número de lote e prazo de validade.
“Embalagens originais de agrotóxicos possuem padronização exigida por lei, e essas embalagens não correspondiam aos padrões legais. Um mesmo lote deve apresentar rótulos idênticos e embalagens do mesmo tamanho”, explicou o fiscal estadual agropecuário (FEA), Pedro Paulo Rodovalho Rosa.
Lote apreendido
A Polícia Militar entrou em contato com o suposto fabricante informado nos rótulos, que declarou não reconhecer o lote apreendido. Diante das irregularidades, o responsável pela carga foi autuado pela prática de falsificação e adulteração dos produtos.
“A adulteração e o transporte irregular representam um grave risco à saúde pública. Além de não terem eficácia garantida, esses produtos podem conter substâncias desconhecidas ou em concentrações inadequadas, elevando o risco de intoxicações e a contaminação do meio ambiente”, destacou o presidente em substituição da Agrodefesa, Rafael Vieira.
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