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Soja: volatilidade marca o dia, mas negócios seguem lentos


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Dinheiro, Real Moeda brasileira

O mercado brasileiro de soja teve um dia de forte volatilidade, mas sem registros de grandes ofertas. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações seguem pressionadas e pouco atrativas ao produtor, o que mantém o ritmo de negócios bastante lento ao longo da sessão.

Segundo o analista, a Bolsa de Chicago chegou a operar com boas altas durante o dia, mas acabou encerrando no campo negativo, enquanto o câmbio apresentou comportamento instável. Mesmo diante desse cenário, os preços internos não reagiram de forma consistente. O mercado físico segue alinhado à curva do primeiro semestre, com níveis considerados insuficientes para estimular novas vendas.

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No mercado físico brasileiro, predominou a estabilidade, com ajustes pontuais em algumas praças do Centro-Oeste e nos portos.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 124,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 125,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 116,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 108,00 pra R$ 107,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 111,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 109,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 127,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 129,00 pra R$ 127,00

Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram a quinta-feira em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após iniciarem o dia em campo positivo, sustentados pelas preocupações com o clima adverso nas lavouras da Argentina e pela desvalorização do dólar, os preços perderam força ao longo da sessão. A possibilidade de uma nova paralisação parcial do governo dos Estados Unidos estimulou um movimento de realização de lucros por parte dos investidores.

Segundo a agência Dow Jones, o mercado acompanha com atenção o prazo até sexta-feira para um acordo que prorrogue o financiamento do governo norte-americano. Um eventual novo shutdown poderia afetar o funcionamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), colocando em risco a divulgação do relatório de oferta e demanda de fevereiro e os números do Fórum do USDA.

Durante reunião do gabinete, o presidente Donald Trump afirmou que mantém conversas com os Democratas no Congresso para evitar uma nova paralisação do governo. Ele disse que as negociações estão em andamento, mas evitou entrar em detalhes, reforçando que o objetivo é impedir um shutdown.

Outro fator de pressão veio dos dados semanais de exportações dos Estados Unidos. As vendas líquidas de soja da temporada 2025/26 somaram 819 mil toneladas na semana encerrada em 22 de janeiro. A China foi o principal destino, com compras de 233,5 mil toneladas. O volume ficou dentro das expectativas do mercado, que variavam entre 400 mil e 2,2 milhões de toneladas.

Clima

No cenário climático, as altas temperaturas e a escassez de chuvas em diversas regiões da Argentina, especialmente no centro da província de Buenos Aires, em La Pampa e no centro-leste de Entre Ríos, ampliam o déficit hídrico nas lavouras de soja. O impacto varia conforme o ciclo da cultura, com a soja precoce apresentando condições mais favoráveis, enquanto a soja tardia enfrenta maiores dificuldades.

Analistas da Safras & Mercado alertam que, caso as chuvas previstas não se confirmem e as altas temperaturas persistam, ajustes nos rendimentos finais das lavouras poderão ser inevitáveis.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,25%, sendo negociado a R$ 5,19. Ao longo do dia, a moeda norte-americana apresentou volatilidade, oscilando entre a mínima de R$ 5,16 e a máxima de R$ 5,24, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário internacional.

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