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Ciclone aumenta risco de temporais em duas regiões do país nos próximos dias


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A formação de um ciclone extratropical entre as regiões Sul e Sudeste deve elevar o risco de temporais a partir do próximo fim de semana, com possibilidade de chuva volumosa principalmente no Sudeste do Brasil. A avaliação é do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller.

Segundo Müller, a combinação entre calor, umidade elevada e áreas de baixa pressão já favorece temporais nos próximos dias. Nesta quarta-feira (28), as pancadas de chuva se concentram principalmente no Centro-Oeste e em áreas do interior do Sudeste. A partir de quinta-feira (29), os temporais ganham força no oeste do Paraná, interior de São Paulo e no Triângulo Mineiro.

Ciclone se forma no oceano, mas canaliza umidade

O ciclone deve se formar entre o Sul e o Sudeste, porém mais afastado para o oceano. Isso reduz o risco de chuvas extremamente volumosas de forma generalizada, mas favorece a canalização de umidade para o Sudeste, região que já enfrenta problemas com excesso de chuva.

A situação tende a se intensificar ao longo do fim de semana, com impacto direto sobre os trabalhos em campo, especialmente em São Paulo, Minas Gerais e no centro-sul de Goiás.

No Sudeste, a previsão indica volumes elevados, principalmente no interior dos estados. Em áreas do oeste e do norte de São Paulo, os acumulados podem superar 100 a 150 milímetros em apenas cinco dias, contribuindo para a recuperação de reservatórios e bacias hidrográficas.

Apesar do benefício hídrico, a chuva frequente pode prejudicar atividades agrícolas e operações no campo.

Centro-Oeste terá chuva, mas com janelas para o campo

No Centro-Oeste, o produtor de soja em Mato Grosso deve ter uma semana relativamente mais tranquila para avançar com os trabalhos, embora a chuva não desapareça. Os volumes ficam entre 30 e 40 milímetros em cinco dias.

No sul de Mato Grosso do Sul, a previsão é positiva, com retorno das chuvas ajudando a aliviar o déficit hídrico. Em Goiás, os acumulados em torno de 50 milímetros em cinco dias são considerados favoráveis, mantendo a umidade do solo sem grandes prejuízos às operações agrícolas.

Sul segue com calor e pouca chuva no RS

Na Região Sul, o cenário preocupa especialmente o produtor gaúcho. Apesar da passagem do ciclone, o Rio Grande do Sul deve seguir com pouca chuva e temperaturas elevadas. Os volumes previstos são baixos e mal distribuídos, insuficientes para recompor a umidade do solo.

Chuvas mais significativas ficam concentradas em Santa Catarina e no Paraná, com acumulados entre 30 e 50 milímetros em cinco dias. No Paraná, a orientação é aproveitar as próximas duas semanas para acelerar a colheita da soja, especialmente em regiões onde o tempo segue mais seco.

No Rio Grande do Sul, a previsão indica que chuvas mais volumosas, entre 50 e 70 milímetros em cinco dias, só devem ocorrer a partir da semana do dia 10 de fevereiro. Até lá, o cenário segue de calor intenso e baixa precipitação, o que favorece a colheita, mas prejudica lavouras em desenvolvimento, como soja e milho plantados mais tardiamente.

Arthur Müller alerta ainda que, no longo prazo, a segunda quinzena de fevereiro pode voltar a registrar temperaturas elevadas, com máximas entre 37 °C e 38 °C, agravando o estresse hídrico em áreas que seguirem com chuva irregular.

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