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Cigarrinhas-do-milho apresentam alta infectividade em Santa Catarina; confira orientações


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Foto: Divulgação Embrapa

Pela terceira semana seguida, Santa Catarina registrou um aumento na média estadual de cigarrinhas-do-milho, com 98 insetos por armadilha. Os dados são do programa Monitora Milho SC, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), que acompanha a presença do inseto em diferentes regiões do Estado.

No levantamento anterior, que corresponde ao período entre os dias 15 de dezembro e 5 de janeiro, a média era de 43 (alta de 127,9%). 

De acordo com a pesquisadora Maria Cristina Canale, responsável pelo monitoramento, o crescimento pode estar relacionado a fatores climáticos e ao manejo no fim do ciclo das lavouras. Segundo ela, “o crescimento pode estar relacionado à combinação de fatores, como as altas temperaturas e as dificuldades de manejo nas etapas finais do ciclo produtivo”.

Distribuição dos patógenos

O levantamento, realizado entre os dias 12 e 19 de janeiro, apontou elevação no número de cigarrinhas em todas as regiões de Santa Catarina. As análises laboratoriais também identificaram alta taxa de infectividade dos insetos, com presença de patógenos ligados aos enfezamentos e às viroses do milho.

Segundo Maria Cristina, “ao contrário do observado nas semanas anteriores, quando os patógenos estavam concentrados nas regiões Oeste e Planalto Norte, agora temos uma distribuição mais uniforme em todo o Estado, o que acende o alerta para os produtores, especialmente os que estão planejando o plantio do milho na safrinha”.

Recomendações aos produtores

Diante do cenário, a Epagri orienta que os produtores façam a regulagem do maquinário para reduzir perdas de grãos durante a colheita. A pesquisadora também recomenda evitar a semeadura de novas áreas de milho próximas às lavouras já em fase final.

“Os insetos presentes no ambiente tendem a migrar para os plantios mais novos, em busca de tecidos mais tenros para se alimentarem. Por isso, é essencial que as novas áreas não fiquem próximas às lavouras mais velhas”, afirmou.

Ela acrescenta que o manejo deve ser feito ainda na fase vegetativa. “Além disso, os produtores devem realizar o manejo durante a fase vegetativa utilizando inseticidas de contato e sistêmicos, aliados a produtos biológicos sempre que possível”, concluiu.

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