UE e Índia podem fechar acordo de livre comércio até o fim de 2026, diz chanceler da Alemanha

A União Europeia e a Índia podem assinar um acordo de livre comércio até o fim de 2026, segundo afirmou o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, após reunião com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, realizada nesta segunda-feira.
De acordo com Merz, as negociações avançaram de forma significativa e já entraram em uma fase decisiva. Caso o texto seja concluído a tempo, os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu devem viajar à Índia para formalizar a assinatura, antecipando o cronograma original, que previa o fechamento apenas no final do próximo ano.
Fontes do governo alemão classificaram as conversas entre Merz e Modi como “muito intensivas”. O ministro do Comércio da Índia, Piyush Goyal, também afirmou que o acordo está praticamente na reta final.
“Mesmo que a assinatura não ocorra imediatamente, já estamos numa fase decisiva para a concretização do tratado”, disse Merz.
UE busca reduzir dependência da China
O chanceler alemão criticou o que chamou de uma “renascença do protecionismo” no comércio internacional. Embora não tenha citado países, a declaração ocorre em meio a pressões dos Estados Unidos sobre a Índia, incluindo tarifas e exigências para reduzir a compra de petróleo e gás da Rússia, além das tensões comerciais entre EUA e China, que vêm afetando cadeias globais, sobretudo a indústria automotiva europeia.
Para a União Europeia, um acordo com a Índia se somaria ao recente avanço do tratado com o Mercosul e ajudaria a diversificar parceiros comerciais, reduzindo a dependência do mercado chinês.
Cooperação em segurança e minerais estratégicos
Além do comércio, Alemanha e Índia buscam aprofundar a cooperação em áreas estratégicas. Os dois países assinaram memorandos de entendimento sobre minerais críticos, saúde e a criação de um centro de inovação em inteligência artificial.
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O objetivo alemão é também reduzir a dependência da Índia em relação à Rússia. No entanto, Nova Délhi mantém fortes laços militares e energéticos com Moscou e tem resistido às pressões para cortar importações de energia russa ou impedir que empresas indianas contornem sanções impostas pelo Ocidente.
Mesmo com essas divergências, Berlim avalia que o avanço do acordo comercial com a União Europeia representa um passo estratégico para ampliar a integração econômica entre a Europa e o maior mercado emergente do mundo.
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