Retorno do El Niño e La Niña ‘ainda no jogo’: verão pode ter calorão e chuvas; saiba onde

A previsão do tempo para as regiões produtoras de soja do Brasil indica mudanças no padrão climático ao longo das próximas semanas. De acordo com o mais recente boletim National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), a atual condição de La Niña já dá sinais de enfraquecimento e deve perder força a partir de fevereiro, caminhando para um cenário de neutralidade climática.
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Na prática, esse movimento significa que as chuvas típicas do verão tendem a não se estender com a mesma regularidade em direção ao outono. Esse ponto acende um alerta especialmente para os produtores que pretendem semear o milho segunda safra mais tardiamente, já que a redução da umidade pode comprometer o desenvolvimento das lavouras.
Retorno do El Niño
O cenário projetado indica um outono e um inverno sob neutralidade climática, mas com atenção redobrada para a primavera. Os modelos apontam crescimento da probabilidade de retorno do El Niño, com mais de 50% de chance de atuação do fenômeno nesse período. Caso se confirme, a próxima safra exigirá planejamento cuidadoso, principalmente durante a semeadura, diante da expectativa de ondas de calor mais intensas e chuvas irregulares no início da janela ideal.
Ciclone extratropical
No curto prazo, o destaque fica para a formação de um ciclone extratropical na Região Sul neste fim de semana. O sistema deve provocar volumes significativos de chuva no Sul do país, no interior de São Paulo e em Mato Grosso do Sul, com acumulados entre 50 e 70 milímetros em cinco dias. Há risco de temporais mais fortes, o que pode prejudicar os trabalhos em campo.
Em contraste, produtores de Goiás, Minas Gerais e do interior do Matopiba devem seguir com condições mais favoráveis para as atividades agrícolas nos próximos cinco dias, com tempo mais estável.
Previsão do tempo indica frente fria
Na próxima semana, o avanço de uma frente fria deve levar chuva novamente para São Paulo e para o centro-sul de Minas Gerais, incluindo o Triângulo Mineiro. As precipitações ajudam lavouras semeadas mais tarde, mas também podem atrapalhar os trabalhos no campo, já que os volumes também podem variar entre 50 e 70 milímetros em cinco dias.
O tempo em 20 a 24 de janeiro
Já no período entre 20 e 24 de janeiro, a tendência é de intensificação das chuvas, principalmente no oeste e no norte de Mato Grosso. Em alguns pontos, os acumulados podem ultrapassar os 100 milímetros em cinco dias, reforçando a necessidade de monitoramento constante das condições climáticas.
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