Ano de 2025 foi o terceiro ano mais quente da história, aponta observatório europeu

O ano de 2025 entrou para a lista dos mais quentes já registrados, ocupando a terceira posição no ranking histórico.
De acordo com dados do Observatório Climático Europeu Copernicus, a temperatura média global ficou 1,47 °C acima dos níveis pré-industriais. Pela primeira vez, os últimos três anos consecutivos ultrapassaram, em conjunto, o limite de 1,5 °C estabelecido pelo Acordo de Paris.
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Segundo o meteorologista Arthur Müller, embora haja oscilações naturais até os anos 1970, a partir da década de 1980 a tendência de alta se intensifica, com os últimos anos superando a marca de 1 °C e, mais recentemente, 1,5 °C acima da média histórica.

Mesmo com a influência da La Niña em 2025, fenômeno que ajudou a atenuar parcialmente a média global de temperatura, o aquecimento continua. O ano só não ficou em primeiro ou segundo lugar no ranking por conta dessa condição climática, que já está em fase de dissipação. A tendência, segundo Müller, é de intensificação do calor nos próximos anos.
De acordo com Müller, os modelos climáticos indicam aquecimento do Pacífico Equatorial a partir do inverno, com retorno do El Niño entre o fim do ano e o início de 2026. Com isso, a expectativa é de novas elevações de temperatura em várias regiões do planeta.
“Novamente as temperaturas irão subir em todas as áreas, impactando bastante a América do Sul e o Brasil”, destaca Müller.
A expectativa é de que novos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) indiquem elevação de 3 °C a 4 °C até o final do século, reforçando a necessidade de ações voltadas à sustentabilidade e à transição energética.
Reservatórios em alerta
O Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento da Grande São Paulo, operou abaixo de 20% do volume útil por uma semana e, após chuvas recentes, subiu para 20,5%. Já o sistema integrado metropolitano alcançou 29,7%, com leve recuperação.
Segundo Müller, apesar da melhora pontual, os níveis seguem bem abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando o Cantareira operava com cerca de 50% da capacidade.
A previsão indica chuvas abaixo da média nos próximos meses, o que acende um alerta para períodos que podem ser marcados por restrição hídrica e impactos no abastecimento.
“Tem chuva, mas muito abaixo do esperado para recuperar os reservatórios. Ou seja, vai entrar num outono e inverno com restrição hídrica”, alerta Müller.
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