Fungo que infecta aranhas gigantes da Amazônia surpreende pesquisadores

Durante atividades de campo na floresta amazônica, o fungo (Cordyceps caloceroides), conhecido por parasitar a tarântula (Theraphosa blondii), foi registrado por Lara Fritzsche.
A descoberta ocorreu durante atividades realizadas pelo Tropical Mycology Field Course, curso de micologia realizado na Reserva Ducke, nas proximidades de Manaus, organizado pelo micologista, João Araújo.
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Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o pesquisador e professor Elisandro Ricardo explica que a tarântula, uma aranha gigante encontrada na Amazônia, foi infectada por um fungo que forma uma estrutura alaranjada e avermelhada.
Nas extremidades dessa estrutura são produzidos os esporos, que posteriormente são liberados no ambiente para infectar outras aranhas gigantes da região.
Em outra publicação, o biólogo Henrique Abrahão Charles reage às imagens do parasita e demonstra surpresa com o nível de ramificação.
Charles explica que, até o momento, não há registros desse tipo de fungo infectando seres humanos ou mamíferos de sangue quente. Embora mutações sejam teoricamente possíveis, o biólogo ressalta que o ciclo natural desse fungo é voltado exclusivamente para a infecção de aracnídeos. “A ideia desse fungo é contaminar aracnídeos e se espalhar”, explica.
De forma descontraída, Charles compara o comportamento do fungo à série The Last of Us, conhecida por retratar um cenário fictício de contaminação por fungos.
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